ST. LOUIS
- Alterar a dieta e fazer exercícios regularmente pode reduzir a progressão do
câncer de próstata, informou um especialista.
Estudos feitos em todo o
mundo sugerem que manter peso normal e consumir mais vegetais e menos produtos
animais pode retardar ou evitar o desenvolvimento do câncer de próstata,
informou Eric Klein, chefe do Departamento de Urologia e oncologia da Cleveland
Clinic Foundation, em Ohio, durante o encontro anual da American Dietetic
Association, na segunda-feira.
Para o pesquisador, essa
mensagem ainda não chegou a muitos americanos. "Uma dieta rica em gordura
é fator de risco para câncer de próstata e há boas evidências de que
determinados minerais e vitaminas poderiam evitar a doença", disse Klein.
Aumentam as evidências de
que alimentos ricos em vitamina E e selênio podem reduzir dramaticamente a
incidência e o risco de morte do câncer de próstata, informou o especialista.
"Os homens que usam
estes suplementos nutricionais em determinadas doses têm um taxa menor de
incidência de câncer de próstata e uma redução na mortalidade pela
doença", disse Klein à Reuters Health.
O especialista se referiu
a um grande estudo com mais de 29 mil homens - estudo Alfa Tocoferol-Beta
Caroteno - que verificou que os voluntários que tomaram suplementos de
vitamina E foram 32 por cento menos propensos ao câncer de próstata e 41 por
cento menos propensos a morrer em função da doença.
O mesmo estudo verificou
um aumento no câncer de pulmão no grupo que usou os suplementos. Por isso,
Klein acha que é muito cedo para fazer recomendações gerais sobre tomar
vitamina E para evitar câncer de próstata. Também acha que é cedo para
recomendar suplementos de selênio até que mais pesquisas sejam realizadas.
O especialista recomendou
que os homens aumentem o consumo dessas vitaminas e minerais através da
alimentação. Frutos do mar, carne e castanha do Pará são boas fontes de selênio.
Óleos vegetais, batata-doce, abacate, nozes e soja são ricos em vitamina E.
Os homens que consomem
níveis maiores de licopeno, nutriente encontrado na maioria dos derivados de
tomate, também mostraram ter um risco menor de câncer de próstata, disse Klein.
Acrescentar soja à dieta pode afetar os hormônios em circulação e reduzir
significativamente o risco da doença. Suplementos de licopeno e soja estão
sendo testados como tratamento contra a enfermidade.
O câncer de próstata é o
mais comum entre norte-americanos. Aproximadamente 200 mil novos casos são
diagnosticados e ocorrem 31 mil mortes anualmente.
Para Klein, os
nutricionistas são fundamentais para informar os homens que a dieta, exercício
e um peso saudável podem afetar o risco para câncer de próstata de maneira
intensa.
Segundo nutricionistas
presentes ao encontro, estas informações são importantes e, provavelmente, a
maioria dos homens nunca ouviu falar.
''É recomendável
tentar comer mais frutas e vegetais diariamente'', disse Connie Diekman,
diretora do Departamento de Nutrição da Universidade de Washington, em St.
Louis.